O empreendedorismo americano precisa abrir os olhos para as ideias das mulheres

Por: Melissa Lulio 316 views

Em painel realizado no SXSW, foi discutida a importância das minorias no empreendedorismo, além das formas de lutar contra o preconceito

Melissa Lulio

Austin (EUA) – O mundo do empreendedorismo, nos Estados Unidos, é branco e masculino. No último ano, os recursos de investidores foram focados em três locais – entre eles, Nova York. Enquanto isso, startups foram criadas em outros lugares, sobrevivendo sem investimento. “Há ideias criativas que ainda não chegaram aos mercados e aos investidores”, afirma Jean Case, presidente da Case Foundation, investidora e ativista da transformação do empreendedorismo.

Lutando contra o status quo, existem incubadoras e aceleradoras focadas justamente em negócios que nascem de ideias que grupos minoritários, que se escondem por aí. Em Houston, de acordo com Jean, existem aceleradoras para mulheres que não podem deixar as famílias – afinal, é delas a jornada dupla – para cuidar no negocio. “Há muito de bom acontecendo, mas não há justiça nesse mercado”, diz.

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Para mudar esse cenário, Jean desenvolveu uma parceria com a revista Fast Company. A ideia é tirar essas narrativas do escuro. “Aprendemos que contar histórias muda tudo”, diz. Nesse sentido, ela conta sobre duas mulheres que são mães e vivem em cidades diferentes. Elas enfrentaram o cenário atual e começaram um negócio – mesmo à distância, sem deixar a família nas mãos do marido, encarando uma jornada dupla.

“Há modelos novos começando, pessoas pensando em como fazer diferente”, defende. E o mais importante é que existem incubadoras simpáticas a mulheres e negros – as minorias mais prejudicadas nesse contexto, nos EUA.

Questionada pela apresentadora Reena Ninan, da CBS, Jean explica que existe um impulso quase natural de não incluir minorias da população em prioridades de investimento. O desafio é justamente mudar isso. “Realmente precisamos investir em diversidade – porque o cenário do empreendedorismo não é masculino e branco, mas os investimentos são”, afirma. Como sugestão, ela indica que as pessoas que fazem parte de minorias não precisam buscar apenas dinheiro, mas uma boa rede de contatos. “Não importa de onde você veio, quem você é. Essas histórias estão lá fora, só não foram escritas”, defende.

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