Confiança dos brasileiros apresenta alta em março

Por: Raisa Covre 409 views

Índice analisado pela FGV demonstra otimismo dos consumidores, principalmente nos resultados ligados a renda familiar, influenciados pelo acesso ao FGTS

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Em março, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getulio Vargas teve alta de 3,5 pontos, alcançando 85,3 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014 (86,4). Um dos principais fatores que influenciaram a alta é a perspectiva sobre as finanças familiares, que foram para 94,3 pontos, crescimento de 5,8 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (96,4).

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Para Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, os resultados apontam para uma retomada da trajetória de alta da confiança do consumidor, que foi interrompida no final do ano passado. “Notícias favoráveis à retomada da economia, como a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação de recursos de contas inativas do FGTS, podem levar a uma alta mais consistente das variáveis que medem a situação corrente dos consumidores ao longo dos próximos meses”, explica.

Visão
Todos os itens do ICC apresentaram melhora em março. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,2 pontos, alcançando 71,5, e o Índice de Expectativas (IE) cresceu 5,1 pontos, indo para 95,7 pontos, o maior desde fevereiro de 2014 (100,7).

As avaliações sobre o quadro econômico atual melhoraram pelo terceiro mês consecutivo. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica local subiu dois pontos para 77,8 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015 (80,1). Já o Indicador de percepção com a situação financeira da família ficou relativamente estável, ao passar de 65,6 para 65,9 pontos.

Os consumidores também estão mais otimistas em relação às perspectivas futuras. O indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação econômica em geral alcançou o segundo maior nível da série iniciada em setembro de 2005 (115,4). Para a Fundação, o otimismo parece refletir a expectativa de aceleração do processo de desalavancagem das famílias, sob a influência de inflação e juros mais baixos, além da entrada de recursos anteriormente não previstos do FGTS.

A melhora da confiança ocorreu em todas as faixas de renda. Destaca-se a recuperação dos consumidores com renda familiar mensal entre R$2.100,01 e R$ 4.800,00, cujo índice subiu 5,1 pontos em relação ao mês anterior, influenciado por melhores expectativas em relação a situação financeira das famílias e um maior ímpeto de compras.

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