Brasileiros devem comprar mais nos próximos três meses

Por: Ivan Ventura 564 views

Estudo mostra uma pequena melhora na intenção de compras dos brasileiros no varejo, principalmente no e-commerce. Entenda

cred: Shutterstock

Nos primeiros três meses deste ano, a intenção de compra do consumidor brasileiro se manteve praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, há uma boa notícia para o varejo: o desejo de consumo deve subir (um pouco) nos já no próximo trimestre.

Esse é o resultado da Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo), realizada junto com o Provar (Programa de Administração do Varejo).

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Retomada do consumo?

De acordo com o levantamento, a proporção de consumidores que desejava comprar algum bem no primeiro trimestre deste ano foi de 39%. Para o segundo trimestre, essa intenção sobe para 40%.

Na comparação com segundo trimestre de 2016, nota-se uma ligeira piora, quase uma estabilidade entre os dois anos. No ano passado, a intenção foi 40,2%, enquanto, de novo, o percentual registrado foi de 40%.

Segundo a pesquisa, a “culpa” dessa ligeira queda está relacionada a alguns setores. O segmento de móveis, material de construção, cine e foto, cama, mesa e banho, além de vestuário e calçados estão na lista.

“Embora alguns sinais positivos tenham sido observados na economia, a verdade é que isso ainda não impactou a disposição dos indivíduos para as compras”, afirmou em nota o presidente do Conselho do Ibevar-Provar, Claudio Felisoni de Angelo.

E-commerce é alvo

O mesmo estudo, em parceria com a consultoria Ebit, mostrou ainda a intenção de compra entre os chamados e-consumidores. No primeiro trimestre deste ano, o percentual dos indivíduos que desejavam comprar algum item era de 83,6%.

Para o trimestre abril-junho, a expectativa é de aumento para 85,4%.

“A estabilidade – ou mesmo a pequena redução das sobras do orçamento para o segundo trimestre deste ano – associada ao aumento considerável da insegurança em relação ao emprego, explicam o porquê de as vendas continuarem muito fracas”, esclarece o diretor de pesquisas do Provar, Nuno Fouto.

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