Dafiti cresce em 2016 e soma mais de R$ 1,2 bilhão em receita

Por: Camila Mendonça 1.628 views

Companhia conseguiu aumentar a receita líquida e quase atingiu o ponto de equilíbrio no último trimestre do ano passado. Ainda assim, não dá lucro

cred: Reprodução

O e-commerce de moda Dafiti apresentou crescimento de 15,1% no ano passado, em relação a 2015. Ao todo, a companhia registrou R$ 1,259 bilhão em receita líquida.

O grupo tem operações na Argentina, Brasil, Chile e Colômbia e conseguiu crescimento maior do que o do setor no Brasil. Em 2016, o e-commerce brasileiro apresentou alta de 7,4%, segundo a EBit.

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Consolidação

Os resultados devem-se à consolidação das marcas Kanui e Tricae, compradas pela Dafiti. Também devem-se à expansão das estratégias de marcas próprias da companhia.

Essa estratégia, diz a empresa, “otimizou os processos de atendimento ao cliente, logística e gestão, que resultaram em uma consequente redução de custos operacionais e na aceleração do desenvolvimento de plataformas tecnológicas”.

Hoje, o grupo opera sete marcas entre lojas virtuais e serviços de tecnologia: Dafiti, Dafiti Sports, Kanui, Tricae, DFT Stores, DFT Media e DFT Marketplace.

O desenvolvimento do marketplace para as marcas voltadas às categorias de moda e lifestyle também ajudou. Com ele, a empresa  aumentou o portfólio em novas categorias e nichos.

Investimentos

No ano passado, a empresa reforçou os investimentos em navegabilidade e funcionalidade nas plataformas móveis. Os aplicativos registram um número de 7 milhões de downloads em 2016 e o tráfego via mobile corresponde a mais que a metade do total de acessos.

Com isso, o Grupo apresentou crescimento de 14.3% de clientes ativos e um número recorde de clientes novos no quarto trimestre de 2016.

Ponto de equilíbrio

Com o aumento de vendas, a companhia também apresentou melhora no Ebtida – lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. O indicador passou de um recuo de 25,2% em 2015 para uma queda menor, de 6% em 2016.

Os resultados dos últimos três meses de 2016 colocaram a companhia rumo ao breakeven, ou ponto de equilíbrio, quando o total de receitas se iguala ao total de gastos. Assim como a maioria dos e-commerces, a companhia ainda não opera com lucro.

A margem bruta da companhia aumentou de 38,9% em 2015 para 43,4% em 2016. Este é o melhor resultado reportado desde a fundação do e-commerce em 2011.

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