Intenção de consumo dos brasileiros cresce 6,2% em abril

Por: Camila Mendonça 991 views

Pesquisa da CNC mostra que o apetite dos brasileiros por consumir cresceu pelo segundo mês seguido. A retomada está acontecendo na vida real das pessoas?

cred: Shutterstock

A intenção dos consumidores brasileiros por consumir cresceu 6,2% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

No mês, o indicador que mede a intenção de consumo, o ICF, atingiu 77,8 pontos. O indicador varia em uma escala entre zero e 200 pontos. Quanto maior a pontuação, maior a intenção. Em abril, na comparação com março, contudo, houve queda, de 0,5%.

Os números indicam que a retomada está de fato acontecendo na vida real das pessoas? Sim e não.

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Sim porque o componente do indicador que mede o nível de consumo atual teve a primeira variação positiva anual, após duas quedas consecutivas. O aumento foi de 4,6%. Quando o fator avaliado é a Perspectiva de Consumo, o aumento foi de 22,5%, a sétima variação positiva consecutiva desde agosto de 2014.

Por outro lado, ainda há um certo desconforto em relação ao emprego atual. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego é de 31,6%, ante 31,5% em março.

Além disso, o crédito ainda está caro e restrito. O item Acesso ao Crédito teve queda de 0,5% em relação a abril de 2016. O item Momento para Duráveis apresentou queda de 3,8% na comparação mensal. Contudo, houve alta de 14,1% em relação a 2016.

Retomada

“A confiança das famílias, que segue em trajetória positiva apesar da leve queda pontual no mês de abril, continua sendo conduzida principalmente pela melhora das expectativas. Observamos que os menores patamares dos componentes foram atingidos entre os meses de junho e julho de 2016”, afirma Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

A CNC avalia que, após 11 trimestres, a economia parece ter atingido um ponto de inflexão no primeiro trimestre deste ano.

As notícias favoráveis à retomada da economia, como a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação de recursos de contas inativas do FGTS, podem ter impacto positivo no consumo ao longo dos próximos meses. Nesse sentido, a Confederação projeta crescimento de 1,5% ao final de 2017 para as vendas do comércio varejista.

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