Lojas Marisa sofre com queda nas vendas e opera com prejuízo

Por: Camila Mendonça 3.734 views

A marca de moda feminina encerra o segundo trimestre com prejuízo de R$ 24,4 milhões em prejuízo, com recuo de 12,3% nas vendas

cred: Douglas Luccena / Grupo Padrão

A Lojas Marisa encerrou o segundo trimestre do ano com queda de 12,3% nas vendas e passou a operar com R$ 24,4 milhões em prejuízo no período – um rombo maior do que o verificado no segundo período do ano passado, quando a marca somou R$ 18,4 milhões de prejuízo.

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As vendas em mesmas lojas – aquelas abertas há mais de 12 meses – foram 12,3% menores. Boa parte dessa queda deve-se ao fechamento de lojas. Ao todo, a marca encerrou dez operações no período, passando para 388 operações.

Além disso, a empresa verificou um menor volume de peças vendidas, resultado do menor fluxo de clientes.

A empresa sentiu-se prejudicada também pela disputa mais acirrada de preços, que não se limitou a players mais populares e de rua. Essa disputa também foi verificada em lojas de shoppings. “Um número relevante de varejistas optou por antecipar sua Liquidação de Inverno já na segunda quinzena de junho – movimento não seguido pela Marisa, que manteve sua estratégia de preservação de margem”, disse a varejista.

Diante disso, apesar do prejuízo e da queda nas vendas, a marca conseguiu a maior margem bruta do varejo dos últimos seis anos, em 53,5% – um crescimento de 7,7 pontos percentuais.

Processo de transformação

De acordo com a empresa, o segundo trimestre de 2017 foi marcado pela implantação das iniciativas do Programa TransforMAR, iniciado em 2016 com objetivo é eliminar de forma estrutural importantes lacunas identificadas nos processos operacionais.

“Seguimos também evoluindo na implementação, aprendizado e ganho de consistência da nova estratégia de go-to-market, que busca aumentar o sincronismo de todas as ações do calendário comercial”, disse a companhia em relatório de resultados.

Apesar dos esforços em elevar a produtividade, a companhia contratou um empréstimo de R$ 80 milhões junto ao Banco Santander. A dívida será paga semestralmente a partir de janeiro do ano que vem, com vencimento da última parcela em janeiro de 2020.

Segundo a varejista, os recursos líquidos obtidos por meio da captação serão destinados ao reforço de caixa e alongamento do perfil de endividamento.

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