Tempo de crise é o momento para a expansão

Por: André Jankavski 4.104 views

Segundo Ranking NOVAREJO 2017, varejistas aproveitam oportunidades em meio à recessão para abrir novas unidades

créd: Shutterstock

Em momentos de crise, um dos chavões mais utilizados no meio corporativo é que enquanto alguns choram, outros vendem lenços. Apesar de não apresentar nenhuma novidade, o clichê faz bastante sentido ao se analisar o ritmo de abertura de lojas no varejo em 2016, segundo levantamento feito pelo Ranking NOVAREJO Brasileiro.

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De acordo com o estudo, o número de lojas contempladas no ranking deste ano subiu 2,6% ao comparado com o levantamento do período anterior. Alguns setores se destacaram mais que os outros, especialmente aqueles que conseguem acelerar a expansão por meio de franquias.

Foi o caso do segmento de óticas, que foi o grande destaque do varejo no quesito de inaugurações. Apesar da queda no faturamento de 6,7% no faturamento do setor, as líderes apresentaram crescimento tanto nas vendas quanto no número de lojas. O grande destaque nesse quesito foi o Mercadão do Óculos, que chegou a 105 lojas, um crescimento de 54,4%.

A área de óticas é ainda muito pulverizada. Por isso, as maiores do setor continuam investindo bastante em expansão para se distanciar da concorrência e abocanhar mercados das lojas de bairro. Óticas Diniz e Óticas Carol aumentaram em 8% e 9,2%, respectivamente, o número de pontos de venda. A Óticas Carol ainda vem capitalizada para a disputa com a líder Diniz, pois foi adquirida no ano passado pelo grupo italiano Luxottica, donao de marcas como a Ray Ban.

Menos construções, mais oportunidades

O setor de materiais de construção foi um dos que mais sofreu com a crise. Diante de investigações como a Operação Lava Jato, que impactou grande parte das maiores construtoras do País, e da crise, que freou as vendas de imóveis e até mesmo as reformas de casas e apartamentos, as vendas do segmento caíram 6%, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção. Consequentemente, boa parte dos ativos ficaram mais baratos.

Uma empresa, no entanto, aumentou em 70,7% o seu número de lojas em apenas o ano. Foi a Telhanorte, que é controlada pelo grupo francês Saint Gobain. No caso da varejista, a oportunidade surgiu com a aquisição da empresa gaúcha Tumelero, que possuía 29 lojas no Rio Grande do Sul. A aquisição consolidou a empresa na liderança do setor em lojas, com 30 unidades a mais que a Leroy Merlin.

Principalmente por conta da transação, o setor de materiais de construção foi o segundo que deu maior salto no Ranking NOVAREJO Brasileiro. A expansão das empresas analisadas foi de 9,7%.

Casa e Decoração também é destaque

O setor de Casa e Decoração foi outro que apresentou resultados consistentes em 2016, apesar da crise. Das dez empresas analisadas pelo ranking, apenas a Imaginarium e a Moldura Minuto tiveram retração no número de lojas em 2016. Isso, no entanto, não representou queda no faturamento. Ao contrário. Ambas cresceram 12,2% e 23,3%, respectivamente, aumentando a rentabilidade por loja.

O destaque em inaugurações ficou para a Camicado, controlada pela Lojas Renner. Somente em 2016, o crescimento de lojas foi de 25%, totalizando 85 unidades. As aberturas foram fundamentais para um crescimento de 18,2% no faturamento, a R$ 348 milhões.

A Le Biscuit, de Feira de Santana, apresentou o segundo melhor resultado em inaugurações. A empresa terminou o ano passado com 83 unidades, o que representou uma alta de 18,6%. As suas vendas subiram 9,3%, a R$ 485 milhões.

Acesse aqui a edição completa do Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 e tenha em mãos a publicação mais completa sobre o setor. 

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