2 Passos fundamentais para construir uma estratégia de gestão de pessoas

Por: Editor NV 2.832 views

Especialista da Enéas Pestana & Associados explica o que é preciso fazer para construir uma estratégia de gestão de pessoas eficaz

cred: Shutterstock

Entender o sucesso de uma empresa requer muito mais do que só pensar em estratégias bem- planejadas, estrutura de capital ou metas elaboradas. O determinante dentro de uma companhia são as pessoas que trabalham nela e por ela; são as pessoas certas nos lugares certos.

O principal desafio de um gestor é mostrar à sua equipe que a liderança serve para fazer com que os funcionários progridam e contribuam para o melhor da empresa com foco em atingir as metas e os objetivos estabelecidos. Uma boa equipe é composta por pessoas que acreditam na proposta da organização e admiram o seu líder e, por isso, dão o seu melhor; e não por medo de perder o seu emprego ou de não receber o bônus no final do ano.

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Construir isso não é fácil, porque lidar com pessoas demanda mais do que somente fazer cobranças. Liderar exige reconhecer, compreender, fazer trocas e para que a liderança seja bem-sucedida é preciso seguir, dentre outros, dois passos fundamentais:

O primeiro está relacionado às cobranças feitas de maneira correta, ou seja, o ideal é que elas sejam acompanhadas de incentivo, que pode ser financeiro, mas precisa também trazer reconhecimento ao profissional dentro da organização e melhoria na qualidade de vida dele.

De acordo com uma pesquisa da Cia de Talentos, em parceria com a NextviewPeople, publicada em julho de 2017, 62% dos jovens buscam desenvolvimento profissional e 55% desejam um emprego que permita que eles façam aquilo que gostam.

Ainda segundo os dados da pesquisa, os profissionais mais novos estão buscando empresas que tragam aprendizado e que permitam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Por isso, apesar de as pessoas precisarem de dinheiro, grande parte coloca a satisfação e o desenvolvimento profissional em primeiro lugar. Com isso, é importante que o líder tenha as metas bem definidas e que cobre resultados, mas que, em troca, dê ao funcionário um retorno qualitativo, que mostre que o trabalho dele está sendo valorizado.

O segundo passo está relacionado ao dia a dia e à convivência dentro do ambiente de trabalho. Exercer uma boa liderança é também entender que as pessoas não são máquinas e que elas necessitam de atenção e de suporte emocional. Se o gestor der apoio diário à sua equipe no sentido de querer saber se ela está feliz com o que ela está fazendo, naturalmente ele vai conseguir mostrar que aquele profissional é importante para a equipe. Mas, é importante ressaltar que esse interesse precisa ser verdadeiro, porque, se você não pretende fazer nada com aquela informação, você transparecerá isso de alguma forma e provavelmente o resultado será a desmotivação daqueles profissionais.

Todos esses fatores dentro do contexto de instabilidade que ainda se encontra o Brasil precisam ser ainda mais delimitados, visto que o cenário de desemprego ainda é crítico, o que tem gerado muita insegurança. Em momentos como esse, o líder precisa ser mais próximo e trazer segurança e estabilidade aos seus funcionários.

A fórmula de uma liderança estratégica de sucesso é complexa, mas se o gestor for engajado com a proposta da organização, proativo e focado em buscar os resultados e, principalmente, saber lidar, conhecer e reconhecer as pessoas com quem trabalha, o ambiente profissional será mais seguro e proporcionará o desenvolvimento profissional de seus funcionários e a geração de resultados para a organização, tornando esse gestor um líder por admiração.

Por Thiago Pestana é sócio da Enéas Pestana & Associados

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