Inflação 2017 fecha em 2,95% e fica abaixo da meta pela primeira vez

Por: Raphael Coraccini 836 views

Centro da meta para a inflação 2017 era de 4,5%; resultado só não foi menor por conta de aumento de preços em dezembro, puxado por transportes e alimentos

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou abaixo da meta pela primeira vez desde a criação do regime de metas de inflação, fechando 2017 a 2,95%. O centro da meta para a inflação 2017 era de 4,5%, ficando, portanto, abaixo do piso. A última vez que esteve tão baixa foi ao fim de 1998, quando fechou em 1,65%. Em 2016, o resultado foi de 6,29%.

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O resultado abaixo da meta já era esperado e só não foi menor porque dezembro registrou a maior alta inflacionária mensal em 2017, com 0,44% em relação a novembro. O setor de alimentação foi um dos que mais contribuiu com o aumento do IPCA em dezembro, depois de sete meses de queda.

Passagens aéreas e combustíveis foram os maiores responsáveis pelo aumento da inflação no sprint final do ano, evitando uma inflação ainda mais baixa no acumulado. Viajar de avião no mês passado esteve 22,8% mais caro e o preço do litro da gasolina aumentou 2,26%. Ambos foram responsáveis por 41% do aumento dos preços em dezembro. O álcool também teve aumento expressivo: 4,37%.

O resultado abaixo da meta já era esperado e só não foi menor porque dezembro registrou a maior alta inflacionária mensal em 2017, com 0,44% em relação a novembro. O setor de alimentação foi um dos que mais contribuiu com o aumento do IPCA em dezembro, depois de sete meses de queda.

Passagens aéreas e combustíveis foram os maiores responsáveis pelo aumento da inflação no sprint final do ano, evitando uma inflação ainda mais baixa no acumulado. Viajar de avião no mês passado esteve 22,8% mais caro e o preço do litro da gasolina aumentou 2,26%. Ambos foram responsáveis por 41% do aumento dos preços em dezembro. O álcool também teve aumento expressivo: 4,37%.

Habitação, saúde e transporte   

Ao longo do ano, os preços foram pressionados para cima por três principais fatores, habitação, saúde e cuidados pessoais e transportes. O grupo habitação teve alta de 6,2% no ano, enquanto saúde e cuidados pessoais com 6,5% e transportes 4,1%.

Não necessariamente as maiores altas representam as maiores pressões inflacionárias. Habitação, por exemplo, representou impacto de 0,95% na inflação contra 0,76% de saúde e cuidados pessoais, apesar de o aumento nos preços em cada setor sugerir o contrário. Isso porque é maior o número de famílias que gasta com habitação do que as que gastam com saúde e itens relacionados.

O grupo alimentação e bebidas, muito importante para a economia nacional, registrou deflação de 1,87% ao longo do ano, mesmo com a alta de dezembro. O que pode representar um alívio ao consumidor, significa também dificuldades ao produtor e varejista, que vê a desvalorização do seu produto.

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