E-commerce paulista atinge maior faturamento desde 2013

Por: Raphael Coraccini 5.548 views

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano até o fim do terceiro trimestre, período registrou redução acentuada do crescimento

Os R$ 4,19 bilhões de faturamento real (com desconto da inflação) atingidos de janeiro a setembro de 2017 é o melhor resultado do e-commerce paulista para o período desde 2013, às vésperas da crise econômica. O resultado é 19,2% superior ao registrado no mesmo período de 2016.

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No acumulado dos 12 meses, o faturamento do setor cresceu e registrou alta de 6,9%, depois de encerrar 2016 com uma queda de 1,4%. Os dados são da pesquisa do Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Ebit. 

A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista no terceiro trimestre (de julho a setembro) ficou em 2,7%, aumento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2016, quando cresceu 2,4%. O número de pedidos on-line em todo o Estado cresceu 13,5%, passando de 9,2 milhões para 10,4 milhões, o segundo maior volume registrado para o trimestre na série histórica.

Desaceleração acentuada em setembro

Apesar dos dados positivos no contexto geral, há uma curva descendente no crescimento ao longo do terceiro trimestre. O mês de setembro, último do trimestre, registrou um arrefecimento acentuado, com um aumento nas vendas de apenas 3,9%. O trimestre começou com um crescimento de 30% em julho, reduziu a 25% em agosto e reduziu bastante seu ímpeto ao final do trimestre. A comparação é com os mesmo meses de 2016.

Capital

O e-commerce na cidade de São Paulo fechou o terceiro trimestre de 2017 com faturamento real de R$ 1,7 bilhão, aumento de 3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar do resultado positivo, foi a menor taxa de crescimento entre as 16 regiões analisadas. Foram registrados mais de 4 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 386,40.

De acordo com a Federação, a capital foi a região em que o comércio eletrônico teve a maior participação no faturamento total do varejo no terceiro trimestre do ano (3,5%), seguida pelas regiões do ABCD e Litoral, respectivamente com 3,2% e 3%.

 

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