Como falar com a Geração Z sem usar emojis? :)

Por: Jacques Meir 13.203 views

Conheça as melhores práticas de marcas que ousaram se comunicar de um jeito inovador com a Geração Z e os Millennials. E não precisa usar emojis :)

Não importa a geração, as pessoas estão sempre à procura de marcas que sirvam como veículos de autoexpressão e reflitam sua visão de mundo. Os Millennials e a Geração Z em particular têm se mostrado cada vez mais desafiadores, por que são normalmente avessos ao mainstream.

As marcas mais bem-sucedidas na comunicação e no engajamento destes jovens conseguiram interpretar o seu “zeitgeist” (espírito do tempo) e foram habilidosas em usar tecnologias e mídias combinadas para criar essa conexão. Um aprendizado que uma startup, uma agencia de comunicação e uma marca tradicional compartilharam no Shoptalk, no debate “Creating Rands for new generations: reaching Gen Z and Millennials”.

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Um painel revelador, que contou com a presença de Steph Wissink, diretora-geral da Jefferies, Ryan Babenzien, fundador e CEO da Greats (a startup), Julie Gerola, Vice-presidente e diretora-geral para marketing digital e operações da Marvel (a empresa tradicional) e Daniel Landver, CEO da Digital Brand Products (a agência).

Balanceando o real e o digital

Qual é o segredo da Greats para atingir Millennials e Zs? Vendem produtos que fazem parte da vida das pessoas. Segundo Ryan Babezien, eles devem vender roupas que as pessoas usem na vida real. E essa autenticidade fala muito sobre os Millennials e o que eles buscam para si mesmos.

Ainda assim, mesmo com toda a conexão via redes sociais, a marca não se limita a presença digital. Criou a primeira loja digital, com todas as suas marcas, na Califórnia há 6 meses. O segredo então é balancear a vida digital e a vida real. Esse balanço, essa química faz a diferença da Greats.

Ceticismo mata

Em 2015, menos de 1% dos executivos acreditavam que a transformação digital afetaria seus negócios. Esse ceticismo, apenas 3 anos depois, mostrou que era simplesmente uma tolice. Hoje, 60% dos Millennials, de 18 a 24 anos compram produtos inspirados pelo que veem no YouTube, 84% usam o smartphone enquanto estão nas lojas e 67% preferem comprar on-line, simplesmente. Eles buscam serviço dedicado, fazem buscas on-line, práticas éticas e sociais, experiências e se conectar com pessoas como eles.

Diante desses dados, é possível continuar sendo cético diante da transformação digital? Essas foram as premissas que orientaram a apresentação rápida de Daniel Landver, CEO da Digital Brands.

Heróis digitais

Na sequência, Julia Gerola, Vice-presidente da Marvel falou sobre a grande virada da Marvel, de uma editora de comic books para uma completa plataforma de entretenimento e storytelling, capaz de falar com audiências diferentes. Uma empresa que teve origem em 1941, na antiga Timely Comics, hoje tem programas de TV, games, filmes, séries e streaming.

A empresa oferece coleções digitais em um marketplace, com um programa de fidelidade que tem mais de 70% dos clientes nas gerações Z e Millennials. Mais de 70% assinam plataformas de streaming para acompanhar séries diversas. As historias importam e o time de heróis e personagens da empresa permitem inserção completa na cultura popular.

Poucas empresas conseguiram ampliar tanto sua audiência e se tornar relevante de forma tão espetacular quanto a Marvel, redimensionando seu negócio é criando novas formas de contato, a partir justamente da força de suas histórias.

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Clientes satisfeitos são embaixadores de marca

Toda geração tem suas lideranças e aqueles que são protagonistas e influenciam os demais. Mas em todas elas, o cliente satisfeito é o maior embaixador é advogado que uma marca pode ter. Hoje não se compra pelo que as marcas dizem sobre elas, mas sim sobre o que nossos amigos comentam a respeito delas.

Isso quer dizer que a rede lideradas por influenciadores têm um impacto sensível sobre as marcas. Influenciadores traduzem conteúdos, ideias, emoções para as pessoas comuns. Eles servem como curadores para apoiar a decisão dos jovens.

Experiências autênticas

Histórias e personagens são poderosos veículos para criação de conexões e identidades com os consumidores. Para a Marvel, o conteúdo permite fazer testes que engajem a audiência, oferecendo ideias que promovam debates e envolvimento instantâneo com os fãs. Essa capacidade de conversar com os consumidores continuamente é um traço de autenticidade que eles valorizam substancialmente. No caso da Greats, a autenticidade é constantemente trabalhada e todas as atividades passam por esse filtro, de modo a não ser distorcida por alguma atitude irrefletida.

A experiência precisa transmitir a verdade das marcas e dos propósitos das empresas. As novas gerações, mais do que simplesmente exigir essa autenticidade, a disseminam pelas outras gerações, ganham adeptos, atuam em rede. Eles têm influenciadores, têm disposição, têm a tecnologia e capacidade de projetar suas demandas para níveis ensurdecedores.

As novas gerações certamente estão em busca de momentos cada vez mais experienciais, que possam ser compartilhados com suas comunidades. Experiência e comunidade, são, na opinião de Julia, os fatores essenciais que as gerações Z e Millennial buscam nas marcas.

Uma afirmação tão precisa quanto um arremesso de escudo do Capitão América.

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