Trump quer regular Amazon com desculpa de socorro ao pequeno varejo

Por: Raphael Coraccini 7.212 views

O presidente americano Donald Trump afirma que pretende regular a atuação da Amazon nos Estados Unidos porque ela estaria destruindo o pequeno varejo

Crédito: Shutterstock

O presidente americano Donald Trump disse que pretende dificultar a expansão da Amazon no mercado interno americano por meio de leis antitruste e de concorrência. Segundo o presidente, a gigante da internet está quebrando o pequeno varejo e as redes de shoppings no país. As informações são do portal Axios.

A ideia de controlar a maior varejista eletrônica dos Estados Unidos causou um turbilhão no mercado de ações. Em poucas horas, a Amazon perdeu R$ 53 bilhões de dólares, segundo o portal da Bloomberg.

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Trump já havia criticado a Amazon no fim do ano passado por pressionar para baixo os preços dos serviços de correios do país para promover suas entregas e voltou a entrar nesse assunto, dizendo que a empresa recebe “tratamento confortável” e “pega carona” nos impostos pagos pelo contribuintes. O presidente americano já havia acusado a Amazon de violação das leis antitruste.

A Amazon é dona de 44% do varejo eletrônico americano, abrangendo todas as categorias de produtos. Os dados são de 2017 e foram divulgados pela própria empresa.

Facebook 

O Facebook também sofreu desvalorização colossal na bolsa nos últimos dias por causa do vazamento de dados de mais de 50 milhões de usuários. No auge da perda acionária, o prejuízo foi de 95 bilhões de dólares. A empresa de Zuckerberg também é acusada de concentração de mercado e abuso de poder econômico, mas tem escapado das críticas de Trump. Segundo a Axios, o presidente havia dito que não tem a mesma postura com a gigante das redes sociais porque ela “o ajuda a alcançar seu público”.

O vice-presidente americano, Mike Pense, confirmou as falas de Trump sobre a Amazon, mas disse que o presidente ainda não está pressionando internamente por nenhuma regulação específica. Mais crítico que Trump em relação à postura do  Facebook, Pense disse que empresas com esse tamanho de mercado e de influência na sociedade (e inclui o  Google nessa) são “perigosamente poderosas”.

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