O varejo precisa sair do lugar comum. E rápido

Por: Jacques Meir 8.268 views

É hora do varejo olhar para fora das lojas. Executiva proeminente do ramo de perfumes dá aula de inovação no World Retail Congress

Com mais de 30 anos de experiência na indústria de moda, incluindo a formação profissional de empresas familiares como St. Tropez e MAC, Michelle Feeney, fundadora da Floral Street, conduz seus clientes – e suas plateias – para duas missões que têm por objetivo chacoalhar e tirar o varejo da zona de conforto. Em debate no World Retail Congress (WRC), maior evento do varejo no mundo, realizado entre os dias 17 e 19 de abril, ela abordou a inovação como o principal mote para o setor prestar atenção e sair do lugar comum.

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Michelle trabalhou 11 anos em Manhattan para marcas como Tommy Hilfiger, e St Tropez, comprada pela PZ Cussons por mais de 60 milhões de libras, em 2010. Sua jornada sempre foi a de criar políticas de preço que gerassem mais valor. E então criou a Floral Street, como uma marca global de moda e de fragrâncias. A empresa cria fragrâncias chiques e elegantes a preços acessíveis.

Michelle Feeney, fundadora da Floral Street faz palestra no WRC, em Madri. Crédito: Jacques Meir

Ela diz que a Floral Street realmente consegue fazer fragrâncias equiparadas às melhores do mundo. Para isso, ela concedeu liberdade ilimitada para sua equipe de desenvolvimento, criar perfumes incríveis, inspirados pelas ruas, sofisticados mas não complexos.

Para a empreendedora, as fragrâncias precisam expressar quem as usam e também como se vestem. E além disso, a proposta de valor da Floral Street traz um apego total à sustentabilidade, com embalagens totalmente compostáveis.

Desafios

Michelle se considera “uma construtora de marcas”. Ela diz que o modelo de negócio para venda de perfumes é tradicional, e, normalmente, desprovido de histórias emocionais. Isso porque os canais de venda, principalmente as lojas de distribuição não correm riscos e não se preocupam em contar as histórias de cada marca. Fazem sempre o “mais do mesmo”. “Prefiro pensar que devemos trabalhar num modelo diferente, educando as pessoas sobre como usar e dando a elas entretenimento para superar a apatia de comunicação”, diz a executiva.

Michelle procura se colocar sempre em desafio, exigindo mais da marca e da empresa, procurando conexões fortes com os Millennials. Sua ambição é fazer a Floral Street tornar-se global já no próximo ano. “Ser uma marca sensitiva, abrir as portas, escutar os consumidores, oferecer uma abordagem igualitária para os gêneros são parte de nosso modo de pensar. Certo, embalagens são glamurosas, mas as pessoas são mais”, conclui a empreendedora.

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