Duas visões e um mesmo objetivo: expandir marcas globalmente com lucro

Por: Jacques Meir 982 views

WRC traz um debate com dois CEOs de países diferentes que comandam a expansão global em plena era de transformações. Veja mais

Duas marcas diferentes, dois continentes diferentes, duas histórias de transformação diferentes. O WRC trouxe um debate curioso e revelador com dois CEOs que ambicionam expandir os negócios globalmente de forma ainda mais acentuada. A ideia central da conversa foi mostrar como eles conduzem sua tomada de difíceis decisões para otimizar e aumentar os lucros. O painel “Transformation and turnaround: the reality of rebuilding a retail business” reuniu Jaume Miguel, CEO da Tendam (nova marca do grupo Cortefiel), David Pun, chairman da Evisu, mediados por Olivier Salomon, da Alex Partners.

A Evisu é uma marca de moda casual japonesa, que começou como uma pequena fábrica de jeans e que sempre teve uma visão muito clara de se expandir continuamente, abrindo lojas. Nos últimos anos, a empresa vem sendo gerenciada por um diretor de arte que mudou o DNA da marca para tentar se estabelecer fortemente no mercado americano.

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David adquiriu a marca e hoje é o CEO por trás da expansão da empresa que já tem mais de 200 lojas espalhadas pelo mundo. Os modelos de expansão variam conforme a praça, sendo que na China, a Evisu se utiliza do modelo de franquia. A ideia é sempre manter a marca relevante e incrementar os relacionamentos com os clientes e construir uma plataforma de moda que atenda preferencialmente o público do sudeste asiático.

Mudança de nome

Jaume Miguel comentou o que levou o Grupo Cortefiel a mudar seu nome para Tendam. A estratégia foi separar a marca de, a bandeira da loja âncora do grupo, da marca corporativa, de modo a dar maior consistência ao negócio como um todo.

Alinhamento da diretoria, do que ela pensa e planeja com o time, comm os colaboradores para que executem o que foi planejado. Esse é o escopo da visão estratégica do grupo Tendam. Um outro elemento que afeta o negócio é justamente o digital. E o alinhamento do time com a cultura para construir uma empresa líder, capaz de atuar competitivamente em 80 países, é a ação tática mais consistente.

O Grupo Tendam não está medindo esforços para ganhar competitividade face à transformação digital, de tal modo que chegou a mudar 50% do quadro de diretores e gerentes recentemente. Jaume Miguel quer que a empresa desempenhe um papel relevante no mercado, mesmo com o impacto do digital.

“Ao fim, temos alguns ativos importantes, a partir do questionamento intenso que fazemos para nós mesmos, baseados em competências que temos e valorizamos”, destaca o CEO.

Velocidade de reação

David comenta sobe a paixão que sente na equipe para fazer as coisas acontecerem. Claro, sentimentos, frustrações, felicidade são fatores essenciais para o sucesso de uma empresa. “Sei onde chegar, mas me sinto como um piloto quase a deriva, que sabe onde quer chegar, ,as não em confiança para aterrissar”, comenta Jaume, e enfatiza a necessidade de criar uma cultura de confiança entre as pessoas, a necessidade fundamental de transparência.

Dar ao time maior responsabilidade e oferecer a eles a capacidade de correrem riscos calculados é uma forma racional de engajar a equipe para buscar os. resultados esperados.

O CEO da Evisu lembra de períodos difíceis que a empresa enfrentou e fala que quando se está diante de uma situação precária com a sobrevivência da empresa em jogo, pensar a longo prazo não é simples. Para Jaume, no entanto, a busca pelo longo prazo é feita justamente de pequenos ganhos que se acumulam para chegar a uma meta ambiciosa.

Competindo globalmente

E como se compete de maneira sustentada em um mercado global? Segundo Pun, é necessário conhecer muito bem a cultura na qual o negócio quer se estabelecer. Segundo ele, o mundo está superconectado e cada passo na expansão global passa pela compreensão exata do cliente local, seus hábitos, atitudes e comportamentos.

Diante do processo de mudança necessário para expandir a empresa ao mesmo tempo em que se processa a transformação digital, demanda equipes muito engajadas. Não basta que a empresa tenha gerentes competentes tecnicamente, mas sim aqueles com capacidade de exercitar tarefas de doo eficiente.

Fazendo diferente

Uma das lições que a Evisu aprendeu, foi como criar e estabelecer parcerias eficientes e rentáveis para exploração de outros mercados. Ele conta da experiência traumática que a empresa passou na china, que culminou com a demissão do parceiro local. Hoje, a Evisu tem contratos bem redigidos. Outra lição foi investir sensivelmente no design para construir lojas melhores mesmo em mercados altamente competitivos.

A Tendam empodereu a área de clientes, e a colocou como protagonista da transformação digital. Ele diz que contratar uma pessoa nova para a diretoria, para assumir novas funções, é sempre uma decisão delicada, na medida em que é necessário ter certeza de que esse executivo fará o que a empresa precisa. Finalmente, a Tendam vem empreendendo de modo bem-sucedido uma estratégia de omni-canalidade.

De todo modo, cada empresa com suas características, é fato que elas estão firmemente dedicadas a manter planos de expansão e consideram que as fronteiras de seus próprios países são insuficientes para assegurar crescimento contínuo.

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