Experimentar para inovar. E para aprender a fazer melhor

Por: Jacques Meir 3.919 views

Experimentar, testar, praticar, errar rápido são condutas que estão na agenda corporativa para desbloquear as energias criativas. Entenda

Crédito: Jacques Meir

Laura Alber, CEO e Presidente da Williams-Sonoma, conduziu a plateia do WRC em uma jornada prática na qual foi possível ver como as novas tecnologias e estratégias – incluindo aquelas voltadas para Responsabilidade Social, sustentabilidade e varejo omnichannel – estão sendo empregadas pela Williams-Sonoma, seu impacto no resultado final. O painel “Innovation and experimentation in global retail” trouxe uma série de aprendizados valiosos para varejistas de todos os segmentos e tamanhos.

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A executiva começou sua apresentação dizendo que os tempos são desafiadores. E para alguns, os desafios serão exaustivos. Para outros, são oportunidades em espera. Ela dirige uma empresa que fatura US$ 5 bilhões ao ano, com 600 lojas espalhadas em diversos países do mundo e que tem 50% das vendas oriundas do comércio eletrônico. Laura iniciou na Williams-Sonoma em 1995 e hoje comanda uma empresa que é empreendedora na essência.

A multiplicidade de marcas, como Pottery Barn, West Elm, Rejuvenation, Williams-Sonoma Home, fez com que a empresa optasse por uma estratégia não usual, concentrando a criação de 95% dos modelos e designs internamente, reunindo 150 designers e diretores de arte para desenvolver as coleções. É dessa forma que a empresa consegue desenvolver uma cultura de testes permanentes.

A ênfase e o investimento nos designers faz com que a empresa continuamente desenhe, estilize, teste e modifique. São estes os elementos centrais de uma empresa dedicada a criar. Mas toda essa dedicação à criação não faria sentido sem a crença na hospitalidade, na forma de receber os clientes e de fazê-los se sentir bem nas lojas.

A imposição de um mercado que demanda personalização fez também com que empresa aprimorasse a busca por inovação e performance internamente. Ao focar nesses dois elementos, a WS simplesmente procura identificar os talentos independentemente de seu gênero. A crença na diversidade faz com que 50% do board hoje seja composto por mulheres. Segundo Laura, está no DNA da empresa celebrar a diversidade.

Em linhas gerais, a receita de solidez da Willliams-Sonoma passa por uma gestão baseada em uma cultura que combina crença na diversidade, controle sobre o design, hospitalidade, inclusão e vontade de celebrar momentos com os consumidores. Wiliams-Sonoma nunca se preocupou em criar uma cultura de inovação. Segundo as palavras de seu fundador, o foco sempre foi contratar pessoas inovadoras para que a cultura e a capacidade de inovar permaneçam sempre vivas.

“Acreditamos em lojas acessíveis, amigáveis e cremos que o futuro será de lojas que sejam próximas de suas comunidades e jamais intimidadora. Fazemos as pessoas terem lembranças, cultivarem memórias, comemorarem aniversários, viverem grandes momentos de sua vida”, concluiu a executiva.

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