Nada custa tão caro quanto a irrelevância: a reviravolta da Tommy Hilfiger

Por: Jacques Meir 4.797 views

World Retail Congress mostra a trajetória de virada da marca de moda americana. De quase descartável para desejada em menos de 3 anos

Crédito: Jacques Meir

Uma coisa é reconhecer que sua marca de apenas 30 anos está à beira da irrelevância. Outra coisa é ter coragem para reverter isso. Avery Baker, Chief Brand Officer da Tommy Hilfiger explicou como a adoção de uma nova mentalidade radical combinada com valores autênticos e muita coragem, fizeram a marca de moda passar de frágil a ressurgente em menos de três anos. “Next year to now – transforming a US$ 6 billion business into a modern brand” foi o nome do painel que trouxe a verdade surpreendente aprendida pela marca sobre si mesma ao longo do caminho.

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A gestora da marca contou que Tommy Hilfiger havia perdido a conexão com os valores do fundador, a coragem e a audácia. Para Avery, era necessário se reconectar com a comunidade que girava em torno da marca, reconstruir e recuperar o valor da marca.

O processo passou pela compreensão exata de como seria possível conectar e engajar todas as pessoas da empresa, injetando em todas as áreas uma sensação de pertencimento. Laura convidou todos os colaboradores, de todos os escritórios do mundo a contribuírem com suas ideias, de qualquer assunto – sustentabilidade, estilo, jeito de vender, política de preço, design. Por que a Tommy Hilfiger existe para ajudar as pessoas a se expressarem de modo dinâmico, segundo Avery.

Colaboração e mudança

Ao resgatar esses valores da marca, essa sensação de inclusão, de parcerias e vínculos e estendendo esses valores para serem expressados por novas celebridades, que funcionam como testemunhas dessa honestidade, desse princípio de colaboração, a empresa conseguiu desbloquear o potencial da marca.

Outro aspecto do turnaround foi trabalhar de forma a considerar a mudança um estado mental permanente. O propósito da marca agora é abraçar a mudança. A empresa sabe no que acredita e não tem medo de seguir seus princípios e os faz refletir exatamente o que é o negócio. Tommy Hilfiger é uma marca que é o negócio em si, define o que representa para os consumidores e para o futuro.

A mudança é hoje o combustível que alimenta a marca, e a deixa mais forte e confiante no futuro.

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