Uma boa história nunca tem apenas começo, meio e fim

Por: Ivan Ventura 1.075 views

Em um workshop oferecido para o público do BR Week, a The Plot Company deu dicas aos congressistas de como criar histórias inspiradoras para os consumidores

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Boas histórias não necessariamente tem relação com o preenchimento de uma estrutura com começo, meio e fim. Na verdade, o ponto determinante de uma narrativa convincente é provocar a audiência. É preciso fazê-la ficar inquieta e, assim, tomar uma atitude emocional.

Esse foi o ponto de partida do workshop oferecido pela The Plot Company aos convidador do BR Week. O professor da aula de storytelling foi Rodrigo Portaro, diretor de novos negócios da empresa.

Segundo Portaro, toda boa história tem uma lógica de causa efeito. Ela não é indutiva ou tem a proposta de fazer o espectador aceitar sem questionar as verdades que são ditas na história. “Essa visão indutiva só traz o argumento que reforça o ponto de vista única e exclusivamente de quem está contando a história. A audiência não é assim. A vida não é assim”, disse.

Elementos da história

Toda história precisa mostrar o lado negativo da vida, segundo o diretor da Plot. “Ou alguém poderia me dizer uma história de um personagem que está bem, que fica ainda melhor e no fim fica tudo bem. É claro que não existe isso. Para criar um engajamento, é preciso ter algo que coloque em risco um valor universal. Se isso ocorre, temos história”, explicou.

Três estágios

Na avaliação de Portaro, uma boa história depende do cumprimento de três estágios: a audiência, a necessidade e a ação a ser tomada. “E precisamos definir isso antes de escrever o roteiro”, disse.

A audiência é a pessoa que será impactada pela informação. A necessidade é criar uma reação. Por fim, a ação tomada, que, no caso do varejista, é fazer o cliente comprar um determinado produto.

Para ilustrar essa teoria foi exibido um vídeo de um comercial de uma impressora 3D da marca HP. Nele, é exibida a história de uma menina que passa a infância aprontando em casa ou na escola. Um dia, a menina cresce e começa a perceber que os bons tempos da infância vão ficando para atrás e, então, surgem as responsabilidades da vida adulta. Aparece a filha da mulher. A impressora é um meio dela recordar velhas e aparentemente distantes recordações.

“A narrativa deve ter altos e baixos. É isso o que faz a pessoa se reconhecer nessas história. Isso cria um vínculo entre você e a audiência”, afirma Portaro.

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