A força feminina para empreender e fazer diferente

Por: Raisa Covre 359 views

Profissionalismo independente de gênero – e o BR Week 2018 convidou grandes lideranças femininas que mostram como fazem a diferença em seus ecossistemas. Veja

A força feminina, cada vez mais, ganha espaço nos negócios. Muito ainda precisa ser feito para a sociedade chegar a real equidade, mas são muitas as mulheres que atuam no mercado para isso acontecer. No BR Week 2018, algumas representantes dessa caminhada estiveram presentes no painel “Mulheres inovadoras – empreendedoras digitais”.

O papo foi mediado por Marcela Quiroga, diretora comercial da Rede Mulheres Empreendedoras. Ela lembra que não é mais uma opção ser digital – todos precisamos chegar a digitalização, deixando o analógico de lado. É uma busca de todas as organizações.

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Fabiana Zuanon, diretora comercial do Grupo Padrão, contou brevemente o exemplo da empresa. “Nosso principal escopo é a disseminação de conteúdo e as plataformas digitais são nosso coração para transformar a comunicação e o relacionamento com todo o mercado”, destaca. “A transformação digital é o nosso desafio de todos os dias”.

Olhar sensível

Entender a transformação também é identificar novas oportunidades. Em 2012, Sheila Makeda, sócia-diretora da Makeda Cosméticos, percebeu que o mercado não tinha produtos ideais para ela e suas clientes. Na época, ela trabalhava como cabeleireira. “Sempre trocamos muito com nossas consumidoras. O diálogo frente a frente é muito rico”, conta.

Outro exemplo de encontro de oportunidades é de Geovana Quadros, CEO da GQ International Business e fundadora da Plataforma Mulheres Inspiradoras. Ela é especialista em fazer internacionalização de empresas e comércio internacional. Empreendedora, montou uma confraria, inicialmente com 20 mulheres, na qual promove bate papos e experiências para falar de negócios. “O dia a dia é corrido, não conseguimos nos encontrar sempre. A tecnologia é utilizada para trazer proximidade no relacionamento, mas pessoalmente é que as coisas são finalizadas”, conta.

Olhar vasto

Entender o consumidor é uma das apostas da Sephora. Uma das líderes que encabeça esse movimento é Andrea Anastasi Martins Orcioli, VP de marketing e merchandising da marca. “O Brasil é o segundo país mais relevante para a marca quando olhamos Facebook e Instagram”, conta. “A curiosidade do brasileiro é muito grande com cuidados de pele, beleza, é muito relevante”. A Empresa tem seu beauty club, que acaba coletando muitos dados e a marca utiliza para entregar o melhor atendimento possível. “Nós lemos tudo que o consumidor escreve, tanto positivo quanto oportunidades de melhoria”, diz. “Escuto as brasileiras com relação as marcas que elas gostariam de ter na loja, tanto online como física. A gente procura fazer o portfólio com o que a gente vê nas redes sociais”.

“O uso da tecnologia, do meio digital, está em qualquer fase, de qualquer empresa”, lembra Quiroga. “Todas as empresas estão passando de alguma forma um processo doloroso de transformação digital no seu negócio. Pensamos no negócio digital como uma forma de conexão, colaboração”, complementa Zuanon. Para as empreendedoras é uma oportunidade de negócio incrível.

Paula Gertrudes, sócia-diretora e VP creative content da Agência ACT10N, conta que busca principalmente a humanização dos processos digitais. “É preciso encontrar a criatividade para enxergar uma oportunidade”, diz. Principalmente em sua atuação, que depende da identificação de microinfluenciadores, como Hugo Gloss. E mesmo nesse nicho as coisas estão mudando muito. “Se antes eu olhava a capa da Caras para identificar um influenciador, agora utilizo o Watson e a inteligência artificial para enxergar oportunidades”.

Conexões

Uma das principais mensagens das empreendedoras para o desenvolvimento da sociedade é bastante direto: apostar nas redes de contatos. O mundo precisa se ajudar – de verdade. É isso que traz desenvolvimento. “O que eu consigo crescer, doar e receber, o que consigo para chegar onde eu quero”, para Geovana, essa é a ideia de ter conexões. “Homens e mulheres podem se ajudar para fazer networking real, de forma sincera”, aponta.

E faz parte dessa conexão compartilhar conhecimento, uma das missões do Grupo Padrão. “Nosso papel é provocar debates, tendências, conexões. De mulheres, homens, business, enfim, trazer grandes insights”, explica. É isso que faz diferença, fazer as provocações, os encontros e debater. “Uma das minhas missões é impulsionar mulheres para estar aqui, para representar. Mulheres, estejam aqui porque as mulheres fazem a diferença onde estão”, destaca.

Sheila, em sua última fala, compartilhou sua emoção por estar no BR Week: “Ser uma mulher negra, que vem da periferia, e estar aqui é maravilhoso. É uma forma de inspiração para as outras mulheres”, finaliza.

 

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