45% dos inadimplentes apontam desemprego como motivo do atraso no pagamento

Por: Raphael Coraccini 312 views

Pesquisa da Boa Vista SCPC aponta aumento de 13 pontos percentuais nos últimos 18 meses na participação do desemprego como motivo de não pagamento de dívidas. Em São Paulo, tempo de endividamento persiste

cred: Shutterstock

A restrição ao consumo que tem persistido no varejo tem como principal agente o desemprego, segundo pesquisa e análise da Boa Vista SCPC. A instituição apontou que, nos últimos 18 meses, o endividamento relacionado ao desemprego apresentou um crescimento de 13 pontos percentuais e achatou o potencial de compra da população.

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No primeiro semestre deste ano, 45% dos inadimplentes apontaram que o desemprego havia sido a principal causa dos atrasos nos pagamentos. No mesmo período de 2017, a falta de renda causada pelo desemprego havia sido apontada como principal culpada pela inadimplência em 32% dos casos.

Depois da falta de emprego, o descontrole financeiro e o empréstimo de nome a terceiros foram os principais culpados pelo endividamento.Entre os inadimplentes, 18% apontaram que o excesso de gastos foi o principal responsável pelo atraso nos pagamentos. No primeiro semestre do ano passado, o número foi de 20%. O número é o mesmo para empréstimo de nomes a outras pessoas, um aumento em relação aos 11% no mesmo período do ano passado.

São Paulo

Na comparação mensal, o número de famílias endividadas no estado de São Paulo caiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 1,99 milhão em maio para 1,92 milhão em junho. A taxa de endividamento ficou em 49,4%, 1,7 ponto porcentual inferior aos 51,1% de maio. Com relação a junho de 2017 também houve queda, apesar de mais modesta: redução de 0,3 ponto porcentual. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da FecomercioSP.

O número de famílias com dívidas em atraso ficou instável. A taxa de inadimplência passou de 19,3% em maio para 19,2% em junho. Com relação ao prazo de endividamento, 51,7% das famílias apontam que está inadimplente por mais de 90 dias. O restante está entre os que devem há menos de 30 dias (24,2%) e os que devem por 30 a 90 dias (22,3%).

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