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Recentemente, a gigante de Mountain View divulgou uma série de boas práticas e princípios de design para desenvolvedores de aplicativos para o Android, que são válidos para qualquer site, inclusive para sua loja virtual, uma vez que esses princípios são resultado de muita pesquisa e investimento em usabilidade e design de interação.

Se partirmos da premissa de que uma loja gera mais vendas se proporcionar uma boa experiência de compra, tiver uma curva de aprendizado pequena e, principalmente, se permitir que o cliente encontre o produto e finalize o processo de compra o mais rápido possível, posso afirmar que, seguindo à risca as dicas do Google, sua loja venderá muito mais. (É claro que outros fatores também contribuem para o sucesso das vendas, como preço, produto, plataforma e a divulgação da loja, mas como isso varia muito de loja para loja, vamos nos focar apenas na usabilidade.)

As dicas a seguir foram divididas em dois conceitos fundamentais: Forma e Função.

Forma

A beleza não está apenas no design da sua loja. Para que ela seja encantadora é preciso pensar em efeitos de transição, no tamanho correto das fontes e em uma boa diagramação. Pense na combinação perfeita entre beleza, simplicidade e propósito para oferecer uma primorosa experiência de compra ao seu cliente.

1- Pense nas fontes

Escolha fontes de fácil leitura e use o tamanho apropriado para cada tipo de público que você deseja alcançar. Lembre-se de que quanto mais contrastante for a relação entre as cores da fonte e do fundo, mais cansativa será a leitura de textos longos. Utilize contrastes fortes apenas para chamar a atenção para links e botões.

2- Destaque os botões

Coloque efeitos para quando o mouse estiver sobre os botões, para que a ação seja perceptível. Não deixe de pensar em como serão as versões de botões inativos e tenha em mente que os botões call-to-action devem ter algum destaque sobre outros elementos, em relação a cor e tamanho. Lembre-se de que daltônicos confundem verde e vermelho, por isso escolha bem as cores e os tons utilizados nos seus botões.

3- Saiba quem é o seu público

Conheça o seu público e saiba quais as suas preferências. Ferramentas como o Google Analytics ajudam a entender qual o maior interesse do seu cliente, como ele navega e em qual etapa do processo ele sente mais dificuldade. Reúna essas informações e altere o que for necessário para tornar sua loja um ambiente agradável e familiar.

4- O cliente é quem manda

Permita que o usuário tenha controle sobre a visualização na sua loja, pois isso faz com que ele se sinta no comando. Ofereça várias opções de filtros para refinar a busca apenas com os itens desejados e, se possível, ofereça recursos de customização, como por exemplo, cadastro de imagem de perfil. Isso ajuda a criar mais proximidade entre o consumidor e a loja.

Função

As lojas virtuais fazem sucesso por simplificarem a vida das pessoas, por isso elas devem ser fáceis de entender. Facilite a procura de produtos e os passos de compra, e não complique o processo com cadastros extensos e desnecessários.

1- Frases curtas

Use frases curtas! As pessoas não vão ler os textos se eles forem compridos.Em vez de usar “Parabéns, o seu cadastro foi realizado com sucesso! Você receberá uma confirmação em seu e-mail”, prefira usar “Cadastro realizado com sucesso.” Transmite apenas a informação essencial, de forma muito mais rápida e fácil de entender. Essa dica também é bastante válida para os botões: em vez de “continuar pagamento”, use somente “pagar”.

2- Imagens são mais rápidas

Sempre que possível associe os pontos importantes da sua página com ícones, pois o cérebro irá identificar a área muito mais rapidamente do que se tivesse que “escanear” apenas os textos na tela. Exemplo: telefone, redes sociais, e-mail, carrinho etc. Mas atenção para não substituir os textos por ícones, pois vários estudos de usabilidade comprovam que a associação de texto e ícone é muito mais eficaz do que apenas o uso de ícones.

3- Ajude o cliente a tomar decisões

Ofereça a forma de pagamento mais atraente para o seu cliente e não para você.
Sugira produtos relevantes na página de detalhes do produto e no carrinho de compras, utilize a própria inteligência da sua plataforma para que esse trabalho de sugestão de produtos seja feito automaticamente e com coerência. Exemplo: quem está comprando um tablet provavelmente pode querer também uma capa para protegê-lo.

4- Só exiba o que for necessário

Não deixe as telas cheias de informações se elas não forem necessárias. Se você já está nas páginas de check-out não há necessidade de exibir links para o carrinho, lista de desejos, cadastro ou frase de boas-vindas. Em vez disso, dê lugar ao atendimento on-line, perguntas frequentes, prazo de entrega e sugestões de parcelamento com desconto.

5- Sua loja não é um labirinto virtual

Deixe claro como a navegação foi feita para que seja fácil voltar a páginas já visitadas sempre que necessário. Em uma loja física seria o mesmo que identificar as seções com placas para que o cliente encontre o que procura e volte para pegar um produto que já tinha visto.

6- Nunca perca as informações

Em qualquer formulário de cadastro certifique-se de que as informações digitadas não serão perdidas, caso haja algum erro na página. Não há nada mais chato do que ficar digitando as mesmas informações várias vezes. Caso a sua loja trabalhe com cartão de presente também é importante que a mensagem do cartão não se perca em caso de erro.

7- Se a aparência é igual, faz a mesma coisa

Use a mesma linguagem para as mesmas ações. Exemplo: use o mesmo botão fechar para todas as janelas, o mesmo ícone para o carrinho etc. Nunca use o mesmo ícone para ações diferentes, como uma lupa para realizar uma busca e a mesma lupa para dar zoom em uma imagem. Isso acaba confundindo o cliente.

Aplicando essas dicas práticas sua loja virtual estará muito mais preparada para o sucesso de vendas.

Diego Jušinskas é coordenador de criação da VTEX, empresa do ramo de tecnologia para o comércio eletrônico

Foi com essa afirmação que empresas como a Dafiti e a Marisa procuraram explicar a quantas andam o cenário do e-commerce no País, se comparado a empresas como a Zappos, durante o Congresso E-Commerce Brasil Search & Vendas 2012

Confira os achados de uma pesquisa sobre multicanal realizada pela Leo Burnett, no Reino Unido e Estados Unidos

Sempre haverá a necessidade de algum esforço de vendas, porém o ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar

Cadeia de lojas americana oferece produtos a preços baixos e cresce ate 6% ao ano

Mais de 65 lojas da marca em São Francisco, EUA, já aceitam esta forma de pagamento que transforma, por meio de um aplicativo, o celular em uma versão virtual do cartão de crédito
 

Pesquisa exclusiva indica os rumos do comércio eletrônico a partir de 2012

Muitas são as dúvidas em relação ao futuro da humanidade, se o mundo acaba mesmo em 2012... Porém há uma previsão certeira: o fortalecimento do varejo on-line. Segundo o estudo Panorama e Perspectivas do Varejo On-line no Brasil , feito pela E-Consulting com exclusividade para NOVAREJO, o segmento deve faturar R$ 34,4 bilhões no Brasil em 2012. O levantamento é feito com base no faturamento das empresas que operam no varejo on-line, considerando três grandes categorias: bens de consumo, automóveis e turismo/entretenimento.

Historicamente no Brasil, o varejo on-line está ancorado em compras eventuais (como CDs, sapatos, pacotes de viagens e eletroeletrônicos) , destaca Daniel Domeneghetti, especialista em estratégia corporativa e sócio fundador da E-Consulting. Entretanto a partir de 2012 começaremos a ver esforços dos varejistas on-line em aumentar os modelos de aproximação e colaboração com seus clientes, buscando qualificar o perfil e a oferta de serviços associados aos seus modelos comerciais e transacionais. Apesar de lutarem para aumentar e qualificar o tíquete médio e o índice combinado de recência, frequência e valor da relação com os consumidores, esses varejistas precisarão encontrar caminhos para potencializar a venda de produtos de baixo valor unitário, assim como de serviços recorrentes.

Por isso, compras recorrentes e contínuas, de produtos como alimentos, cosméticos do dia a dia e remédios, ou serviços pontuais como delivery, aluguéis de produtos e clubes de compartilhamento, crescerão sensivelmente (representatividade de 12% para 18%), mas ainda representarão um filão menor no total movimentado pelo setor em 2012 e 2013.

Entre os principais motivos para essa alta estão: investimentos de grandes varejistas na internet; adoção de estratégias multicanal; maior número de pequenas empresas no e-commerce; crescimento econômico e da renda da nova classe média, bem como do acesso à banda larga e da disponibilidade de meios de financiamento e pagamento; e uma mudança no hábito de consumo dos brasileiros, com destaque à redução de barreiras culturais e psicológicas associadas a esse tipo de atividade.

Apesar da consolidação de redes do varejo físico como líderes na web, como NovaPontoCom, B2W ou Walmart, os pequenos sites de venda devem se beneficiar com ferramentas de pagamento terceirizadas, como PagSeguro e Pagamento Digital. Por outro lado, o mercado deve se especializar ainda mais e a busca por profissionais qualificados aumentará.

Com a adoção cada vez maior de smartphones e a esperada redução do preço dos tablets, espera-se que o mobile commerce ganhe força (com expectativa de crescimento de 56% em 2012), bem como o uso de aplicativos que permitem oferecer serviços com base na localização dos usuários. Tanto o Foursquare quanto Facebook anunciaram planos de alertar varejistas quando um cliente fizer check-in na loja e adicionar itens ao carrinho de compras por meio de uma foto ou leitura de código de barras.

Nas redes

Ferramentas de compra nas redes sociais são um fator natural para manter o crescimento desses sites. Enquanto o e-commerce tradicional continuará crescendo organicamente e o mobile commerce segue seu rumo mais lentamente, o social commerce, focado em compras coletivas promocionais e de serviços, terá maior relevância no varejo on-line em 2012. Esse conceito se baseia na utilização de redes sociais e interação entre usuários durante a experiência de compra. Segundo a E-Consulting, 72% dos consumidores brasileiros na internet têm propensão maior a comprar alguma coisa quando um amigo recomendou o produto em sua página pessoal. Para atrair clientes diante desse novo cenário, as empresas que atuam na web terão de reduzir a importância dos links patrocinados e direcionar a atenção a programas de fidelização, afiliação e novas técnicas de propaganda.

Para a E-Consulting, a nova era do e-commerce está alicerçada em três pontos. O primeiro é a Multicanalidade Transacional, isto é, a capacidade que as empresas deverão demonstrar de escolher a correta malha de canais para Branding, Vendas e Relacionamento (BVR) por perfil de cliente e por tipo de produto ou natureza de serviço e, assim, maximizar o resultado possível em cada canal de atuação e na combinação de canais, gerando ou induzindo receita diretamente em cada canal. Também há o Community Commerce, que é a evolução das compras coletivas e em grupo, hoje calcadas em oportunidades, serviços pontuais e descontos. No novo conceito, elas passarão a ser hipersegmentadas e voltadas a grupos e comunidades específicas, como torcedores de um mesmo time de futebol, amantes de arte, estudantes de direito ou fãs de um determinado cantor. Com esse movimento, a venda recorrente de produtos e serviços ganhará contexto e colaboração contínuos, fortalecendo o conceito e o elo entre os indivíduos das comunidades.

Por fim, Domeneghetti cita o Purchase Extended Point, em que a equação de compra-venda se inverte e os vendedores precisarão oferecer produtos e serviços em seus próprios perfis nas redes sociais. Os usuários terão listas de compras nos seus ambientes e os varejistas serão capazes de varrer tudo isso , conclui. Para os varejistas da web, essa realidade será a próxima ruptura.

21% dos americanos seguem marcas no Twitter, mas a tendência é que até o final deste ano este número aumente para 21 milhões  

USP, Unicamp e ESPM trazem time de jovens estudantes para apresentar projetos sob o tema “Como criar uma operação para o varejo que seja multicanal e que atenda o consumidor moderno”

Durante palestra “Como atender todos os consumidores equilibrando os investimentos em comunicação no varejo” os congressistas ouviram sobre a valorização do PDV no Merchandising

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