Pesquisa americana revela o que há em comum entre as varejistas com os maiores índices de vendas por metro quadrado
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Com o tema “Os Poderosos do Varejo Global”, pesquisa traz os 250 maiores varejistas do mundo e revela porque as redes sociais aparecem como principal instrumento na decisão de compra
Com o advento de novas ferramentas eletrônicas de comércio, o estabelecimento físico ganhará um novo papel
As varejistas americanas Nordstrom e Target dão aula de inclusão ao não fazer alarde algum em relação à presença de um garoto com Down em seu catálogo de moda
Tanto em relação às ferramentas de gerenciamento, quanto nos destaques para a marca, a ferramenta ainda é a mais recomendada, apesar de poucos varejistas a utilizarem
Medida assinada por Geraldo Alckmin institui a substituição tributária para empresas varejistas; o objetivo é simplificar a forma de arrecadação e evitar que se acumulem créditos do ICMS
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Redução do IPI deixa varejistas e consumidores de São Paulo otimistas com as compras de final de ano
Pesquisa exclusiva indica os rumos do comércio eletrônico a partir de 2012
Muitas são as dúvidas em relação ao futuro da humanidade, se o mundo acaba mesmo em 2012... Porém há uma previsão certeira: o fortalecimento do varejo on-line. Segundo o estudo Panorama e Perspectivas do Varejo On-line no Brasil , feito pela E-Consulting com exclusividade para NOVAREJO, o segmento deve faturar R$ 34,4 bilhões no Brasil em 2012. O levantamento é feito com base no faturamento das empresas que operam no varejo on-line, considerando três grandes categorias: bens de consumo, automóveis e turismo/entretenimento.
Historicamente no Brasil, o varejo on-line está ancorado em compras eventuais (como CDs, sapatos, pacotes de viagens e eletroeletrônicos) , destaca Daniel Domeneghetti, especialista em estratégia corporativa e sócio fundador da E-Consulting. Entretanto a partir de 2012 começaremos a ver esforços dos varejistas on-line em aumentar os modelos de aproximação e colaboração com seus clientes, buscando qualificar o perfil e a oferta de serviços associados aos seus modelos comerciais e transacionais. Apesar de lutarem para aumentar e qualificar o tíquete médio e o índice combinado de recência, frequência e valor da relação com os consumidores, esses varejistas precisarão encontrar caminhos para potencializar a venda de produtos de baixo valor unitário, assim como de serviços recorrentes.
Por isso, compras recorrentes e contínuas, de produtos como alimentos, cosméticos do dia a dia e remédios, ou serviços pontuais como delivery, aluguéis de produtos e clubes de compartilhamento, crescerão sensivelmente (representatividade de 12% para 18%), mas ainda representarão um filão menor no total movimentado pelo setor em 2012 e 2013.
Entre os principais motivos para essa alta estão: investimentos de grandes varejistas na internet; adoção de estratégias multicanal; maior número de pequenas empresas no e-commerce; crescimento econômico e da renda da nova classe média, bem como do acesso à banda larga e da disponibilidade de meios de financiamento e pagamento; e uma mudança no hábito de consumo dos brasileiros, com destaque à redução de barreiras culturais e psicológicas associadas a esse tipo de atividade.
Apesar da consolidação de redes do varejo físico como líderes na web, como NovaPontoCom, B2W ou Walmart, os pequenos sites de venda devem se beneficiar com ferramentas de pagamento terceirizadas, como PagSeguro e Pagamento Digital. Por outro lado, o mercado deve se especializar ainda mais e a busca por profissionais qualificados aumentará.
Com a adoção cada vez maior de smartphones e a esperada redução do preço dos tablets, espera-se que o mobile commerce ganhe força (com expectativa de crescimento de 56% em 2012), bem como o uso de aplicativos que permitem oferecer serviços com base na localização dos usuários. Tanto o Foursquare quanto Facebook anunciaram planos de alertar varejistas quando um cliente fizer check-in na loja e adicionar itens ao carrinho de compras por meio de uma foto ou leitura de código de barras.
Nas redes
Ferramentas de compra nas redes sociais são um fator natural para manter o crescimento desses sites. Enquanto o e-commerce tradicional continuará crescendo organicamente e o mobile commerce segue seu rumo mais lentamente, o social commerce, focado em compras coletivas promocionais e de serviços, terá maior relevância no varejo on-line em 2012. Esse conceito se baseia na utilização de redes sociais e interação entre usuários durante a experiência de compra. Segundo a E-Consulting, 72% dos consumidores brasileiros na internet têm propensão maior a comprar alguma coisa quando um amigo recomendou o produto em sua página pessoal. Para atrair clientes diante desse novo cenário, as empresas que atuam na web terão de reduzir a importância dos links patrocinados e direcionar a atenção a programas de fidelização, afiliação e novas técnicas de propaganda.
Para a E-Consulting, a nova era do e-commerce está alicerçada em três pontos. O primeiro é a Multicanalidade Transacional, isto é, a capacidade que as empresas deverão demonstrar de escolher a correta malha de canais para Branding, Vendas e Relacionamento (BVR) por perfil de cliente e por tipo de produto ou natureza de serviço e, assim, maximizar o resultado possível em cada canal de atuação e na combinação de canais, gerando ou induzindo receita diretamente em cada canal. Também há o Community Commerce, que é a evolução das compras coletivas e em grupo, hoje calcadas em oportunidades, serviços pontuais e descontos. No novo conceito, elas passarão a ser hipersegmentadas e voltadas a grupos e comunidades específicas, como torcedores de um mesmo time de futebol, amantes de arte, estudantes de direito ou fãs de um determinado cantor. Com esse movimento, a venda recorrente de produtos e serviços ganhará contexto e colaboração contínuos, fortalecendo o conceito e o elo entre os indivíduos das comunidades.
Por fim, Domeneghetti cita o Purchase Extended Point, em que a equação de compra-venda se inverte e os vendedores precisarão oferecer produtos e serviços em seus próprios perfis nas redes sociais. Os usuários terão listas de compras nos seus ambientes e os varejistas serão capazes de varrer tudo isso , conclui. Para os varejistas da web, essa realidade será a próxima ruptura.

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